O ano foi volátil e dezembro atípico, com alta em todos os indicadores
A BBCE – maior ambiente para negócios com energia do país – fechou 2025 com o maior volume financeiro anual de sua história, impulsionado por preços elevados e forte volatilidade ao longo do ano. No acumulado do ano, foram R$ 88,8 bilhões movimentados, crescimento de 0,4% em relação a 2024, que também foi recorde, e quase triplicou frente a 2023 (+199,3%), período de Preço de Liquidação das Diferenças (PLD) no piso regulatório.

De acordo com Eduardo Rossetti, diretor-executivo Comercial, de Produtos, Marketing e Comunicação Externa da BBCE, o preço do MWh em 2025 esteve em patamares mais elevados e muito volátil e essa característica resultou, em média, em contratos de maior montante financeiro.

Ao todo, foram negociados 384,5 mil GWh, queda de 33,2% em relação a 2024 e alta de 16,2% em comparação em 2023. Foram fechados 78 mil contratos, uma redução de 22,4% no comparativo com o ano passado e aumento de 229% com o retrasado.

Essa volatilidade, segundo o diretor da BBCE, faz com que o mercado precise operar com mais velocidade e procure mais a tela de negociação. No total, foram fechados 49,3 mil contratos na tela da BBCE em 2025. “Apesar da redução de 25,6% na comparação com 2024, que foi um ano de recorde histórico, tivemos uma evolução substancial comparada a 2023, quando foram negociados 6,6 mil contratos na tela”, explica. O número total de contratos de energia negociados na tela da BBCE em 2025 representa mais de sete vezes o montante de 2023.
Movimentos de dezembro
Com os reservatórios baixos e a perspectiva reduzida de chuvas, a BBCE encerrou o ano com recordes no fechamento mensal de dezembro. Ao todo, foram negociados 6,2 mil contratos, alta de 211,6% em comparação com o mesmo período de 2024 e 32,9% com novembro de 2025. Ao todo, foram transacionados R$ 7,7 bilhões, aumento de 159,7% em relação a dezembro do ano passado e 65,4% com novembro passado. Em volume de energia, no comparativo anual a alta também é expressiva: 35,6%.

De acordo com Eduardo Rossetti, da BBCE, dezembro, devido às festas de final de ano e a redução da atividade econômica, historicamente, é um mês mais fraco. “Em 2025, entretanto, vimos fortes movimentos em nossos sistemas, posicionando dezembro em um dos meses mais fortes do ano”, completa.
