Preços alcançaram R$ 500/MWh, com liquidez inédita na região Sul

A BBCE, maior ambiente para negócios com energia do Brasil, movimentou R$ 6,5 bilhões em sua plataforma em fevereiro, diante de um contexto de preços altamente voláteis. Foi alcançada no mês a marca dos R$ 500 pelo megawhatt-hora alcançando para alguns ativos transacionados. Esse cenário elevou o valor médio por contrato para R$ 1,5 milhão, resultando no período com menor quantidade de operações dos últimos quatro meses.

“Saímos de um janeiro recorde, em relação a outros janeiros, em que aconteceram relevantes altas de preços e abrimos um fevereiro pressionado pela manutenção de incertezas do modelo de formação de preços de energia. Houve ainda o impacto do Carnaval, que reduziu os dias úteis e a atividade operacional dos traders”, explica Eduardo Rossetti, diretor-executivo de Produtos, Comunicação Externa e Marketing da BBCE.

As negociações em fevereiro totalizaram 19,5 mil GWh, mantendo a tendência observada no trimestre passado de, sob impacto da alta de preços, haver uma retração do volume de energia em relação à média histórica. A queda do montante energético foi 32,9% em relação a janeiro e de 59,8% no comparativo com o mesmo período do ano passado.

Liquidez no Sul do País
Um dos grandes destaques de fevereiro foi a liquidez da região Sul do Brasil. Historicamente, a liquidez no trading de energia está concentrada nos ativos para entrega no Sudeste. Entretanto, na última semana de fevereiro, pela primeira vez na história da BBCE, a região Sul apresentou volume e liquidez, impulsionada pela baixa nos reservatórios e preço do megawatt-hora chegando a R$ 500, cerca de R$ 60 a mais que a média da região Sudeste.
O pregão do EHUB BBCE em fevereiro encerrou, no geral, com preços dos ativos em direções opostas, marcado por uma alta pontual no curto prazo e ajustes negativos ao longo de toda a curva. O principal destaque foi o contrato com entrega para março, que avançou 18,31% e permaneceu como o mais negociado em volume energético e financeiro.